terça-feira, 27 de setembro de 2016

Opinião: O Clã da Loba (Maite Carranza)



O Clã da Loba é um livro juvenil da autora Maite Carranza. Apesar de ser um livro para quem tem menos 10 anos que eu, achei que ia gostar mais do que aquilo que realmente gostei. A premissa é que existem dois tipos de bruxas: as Omar e as Odish que vivem numa constante guerra. Isso agrada-me. Adoro bruxas e não assim tão fácil encontrar um livro com bruxas. 

A protagonista é Anaíd, uma rapariguinha impopular, feia e incapaz da fazer magia, que vive na sombra da sua deslumbrante mãe ruiva e altamente atraente. Achei que a construção da personagem faz lembrar a Bella do Crepúsculo (não, não é uma coisa boa). Meter montes de inseguranças numa personagem faz com que todas as pessoas do mundo se identifique com a personagem. Todas a pessoas são inseguras e este é o modo mais básico e preguiçoso de fazer o leitor sentir empatia pela protagonista. 

Cliché dos Chichés, ao avançar do livro Anaíd vai tornando-se mais confiante, mas não por aceitar aquilo que ela é, mas sim, por aos poucos começar-se a transformar. Aprende demasiado rápido (Mary Sue?), toda a gente gosta dela, até única que não gosta, acaba por passar a adora-la (Mary Sue?), e deixa de ser feia para passar a ser linda de morrer (definitivamente uma Mary Sue).

Apesar de a protagonista ser tão desinteressante, o livro quase que foi salvo por Selene a mãe da Anaíd, que, ao contrário da filha não é assim tão perfeita e pela rivalidade entre as Omar e as Odish. Quase deu vontade de continuar a saga só para saber mais sobre Selene e como vai acabar a guerra entre os dois grupos de bruxas (quase...).

A magia também não me agradou. Se eu esperava ver caldeirões, varinhas e vassouras, encontrei clãs de bruxas com magia dos 4 elementos. É uma coisa demasiado comum.

Apesar de ter alguns pontos interessantes, O Clã da Loba é um livro cliché que não acrescenta nada de novo. 

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